Inovação, Saúde e Segurança da Informação

Inovação, Saúde e Segurança da Informação

Olhando para 2020, é seguro dizer que nos últimos 12 meses, nenhum setor se destacou mais que o da saúde. Em dezembro de 2019 houve a transmissão de um novo coronavírus (SARS-CoV-2), mundialmente conhecido como COVID-19. É perceptível a todos que desde o início da transmissão até o surgimento da vacina, os profissionais de saúde constituíram a espinha dorsal no enfrentamento das ações de prevenção, diagnóstico, tratamento, atendimento e conscientização da população.

O trabalho das equipes multidisciplinares, mesmo diante dos grandes desafios, foi vital para manter a qualidade do atendimento e a segurança do paciente, mas na contramão do cuidado humanizado, sofremos com os primeiros casos de ataques cibernéticos ao setor, o que causou não só prejuízos financeiros às instituições de saúde, mas vitimizou de forma fatal várias vidas.

Olhando para 2021 percebemos que muitas situações vivenciadas em nosso passado próximo permanecerão as mesmas, profissionais comprometidos, desgastados pela rotina, estressados pelas incertezas, mas com o propósito único de salvar vidas de uma maneira segura e mais conectada. O mercado se movimenta para acelerar tendências que afetarão a segurança cibernética e os profissionais de saúde ainda em 2021.

SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO – ATAQUES CIBERNÉTICOS RELACIONADAS AO COVID-19

Os ataques cibernéticos continuarão a ocorrer em 2021. Há uma grande tendência de que esses ataques relacionados à pandemia aumentem a medida em que entrarmos na fase de recuperação. Os criminosos perceberam a oportunidade existente em tirar vantagem do caos pandêmico.  Os ataques de resgate (ransomware) permanecerão em alta, e o investimento em soluções tecnológicas para defesa por parte das instituições de saúde deverão acompanhar esse movimento. Capacitar e conscientizar suas equipes contra ameaças passará a ser rotina em unidades hospitalares, centros de diagnósticos, farmacêuticas.

SAÚDE – A TELEMEDICINA COMO MODERNIZAÇÃO DOS ATENDIMENTOS

O novo coronavírus prova que a telemedicina é uma forma viável, ágil e segura, de modernizar o atendimento à pacientes, mantendo todos em isolamento. A aprovação, mesmo que temporária, traz resultados perceptíveis de alta aceitação por parte dos usuários e profissionais. A utilização da telemedicina ampliou o acesso à saúde de forma positiva, além de fortalecer a relação médico paciente. A tecnologia empregada sofreu avanços significativos para o setor, resultando no desenvolvimento de aplicativos e equipamentos dedicados. Era esperado que levaríamos vários anos para chegarmos aonde estamos, porém em poucos dias foram criados canais de comunicação efetivos, e em poucos meses plataformas capazes de atender centenas de pacientes simultaneamente nas mais diversas especialidades da medicina. A telemedicina se tornará uma das frentes de investimentos focadas em predição de tratamentos, gestão da saúde e acompanhamento dos pacientes, o que acarretará ações para proteção de dados e de equipamentos, mudando a forma com que as instituições de saúde encaram a segurança em ambientes corporativos.

INOVAÇÃO – IMPLANTAÇÃO DE DIVERSOS DISPOSITIVOS NAS INSTITUIÇÕES DE SAÚDE

À medida que a tendência do atendimento remoto continua, o número de dispositivos IoT conectados à rede das instituições de saúde também aumentarão, mas nem sempre em locais seguros. Aqui incluímos laptops, smartphones, tablets, equipamentos de diagnóstico, e uma variedade de dispositivos de monitoramento remoto de pacientes – desde smartwatchs, até dispositivos ​​para tratamento de doenças crônicas. A garantia e a disponibilidade para utilização desses dispositivos, por parte das equipes multidisciplinares e pacientes, não deve ser a única premissa de qualidade no atendimento. O planejamento para gerenciamento das informações, o investimento em segurança, a gestão inteligente dos recursos, o sensoriamento dos dispositivos, devem ser vistas como investimento necessário para um ambiente

ORÇAMENTOS ENXUTOS

Um aspecto importante do cenário pandêmico é o impacto financeiro causado nas instituições de saúde. É evidente que os profissionais trabalham mais com menos, e isso faz com que as equipes sejam cada vez mais envolvidas na reestruturação de processos, entregando resultados com velocidade e segurança, ao mesmo tempo em que gerenciam riscos. Cirurgias eletivas e exames de rotina estão sendo cancelados, não só pelo aspecto social do desemprego, mas para que as instituições mantenham seus leitos disponíveis para o tratamento exclusivo do COVID-19. Com o número de desempregados aumentando, a perda de seguros de saúde, falta de subsídios para a renda básica, as instituições estão tendo que se reinventar e criar saídas eficientes para se manterem durante este período, mas com a certeza de que o retorno de uma economia saudável pode durar meses ou até anos. E é neste contexto que as instituições de saúde utilizam a abordagem baseada em valor, implementando indicadores e realizando a análise de dados. Os painéis desenvolvidos trazem informações essenciais para a tomada de decisões para gestores, administradores, equipes operacionais e clínicas. O futuro exige uma medicina baseada em evidências, temos que avaliar os custos de financiamento das ações e serviços de saúde, alocar de forma sustentável os recursos, monitorar os efeitos, medir os resultados, desenvolver novos tratamentos e assegurar que o paciente terá uma experiência positiva na jornada do atendimento. É a inovação transformando vidas!